Os ultraprocessados estão presentes na rotina alimentar de milhões de pessoas e se diferenciam dos alimentos minimamente processados, como arroz, feijão e verduras embaladas. Produzidos a partir de formulações industriais complexas, eles combinam açúcares, óleos refinados, amidos modificados e aditivos químicos. Refrigerantes, biscoitos recheados, salsichas, salgadinhos e macarrão instantâneo são exemplos comuns, que levantam preocupações crescentes sobre os impactos para a saúde.
Alimento x produto alimentício: qual a diferença?
Um alimento é aquilo que nutre, fornecendo energia e nutrientes essenciais, como frutas, verduras, grãos e proteínas frescas. Já o produto alimentício é uma formulação industrial feita para imitar comida, mas que muitas vezes traz mais riscos do que benefícios quando consumido com frequência. É o caso dos ultraprocessados, ricos em aditivos e pobres em nutrientes.
Por que os ultraprocessados preocupam?
O consumo frequente de alimentos ultraprocessados está ligado a problemas sérios de saúde pública. Estudos apontam aumento do risco de obesidade, diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer. Além disso, esses produtos afetam a saúde mental, contribuindo para quadros de ansiedade, depressão e compulsão alimentar.
Outro ponto crítico é a relação com o paladar infantil. Crianças expostas precocemente a alimentos processados tendem a rejeitar frutas, legumes e verduras, o que compromete a formação de hábitos alimentares saudáveis ao longo da vida.
A reeducação alimentar diante dos ultraprocessados
Falar em reeducação alimentar sem abordar os alimentos processados seria impossível. Eles foram projetados para serem hiperpalatáveis, baratos e convenientes, fatores que dificultam sua substituição. A indústria investe pesado em marketing e em fórmulas que ativam mecanismos de recompensa no cérebro, tornando o consumo quase viciante.
Mesmo assim, a mudança é possível. Pequenos passos, quando consistentes, trazem grandes resultados.
Estratégias práticas para reduzir o consumo
- Eduque o olhar para os rótulos: ingredientes longos e cheios de nomes difíceis geralmente indicam ultraprocessados.
- Planeje as refeições: cozinhar em casa reduz a chance de escolhas impulsivas.
- Troque gradualmente: substitua refrigerantes por água ou chá, biscoitos recheados por frutas secas, salgadinhos por castanhas.
- Envolva a família: mudanças coletivas aumentam as chances de sucesso, principalmente entre crianças.
- Questione embalagens chamativas: promessas como “0% gordura trans” ou “rico em fibras” podem mascarar produtos ultraprocessados.
O debate sobre “menos piores”
Há quem pergunte se existem alimentos processados menos prejudiciais. Embora haja variações na quantidade de açúcar, sódio e aditivos, a recomendação é clara: nenhum ultraprocessado é considerado saudável. A discussão pode desviar o foco do essencial, que é reduzir a dependência desses produtos e priorizar alimentos in natura ou minimamente processados.
O impacto social e econômico
Além da saúde individual, o consumo excessivo de alimentos processados gera custos coletivos. No Brasil, estima-se que doenças relacionadas à má alimentação causem perdas anuais de bilhões de reais ao sistema de saúde pública. Isso mostra que a questão ultrapassa escolhas pessoais e exige políticas de conscientização e regulação.
Apoio no ambiente de trabalho: um aliado contra os ultraprocessados
No dia a dia corporativo, a pressão por prazos e a rotina acelerada muitas vezes levam ao consumo de alimentos processados. Nesses contextos, empresas que contam com programas estruturados de saúde mental, como o Programa de Apoio ao Empregado da CARE, podem fazer a diferença. O serviço oferece acolhimento breve e orientação psicológica focal para quem enfrenta desafios relacionados à alimentação e ao bem-estar. Embora não substitua tratamento clínico, o programa funciona como um ponto de apoio importante para escuta inicial e encaminhamento responsável. Além disso, algumas empresas optam por incluir, de forma complementar, a orientação nutricional, que pode ampliar ainda mais o cuidado oferecido aos colaboradores.
Quer saber mais?
Assista ao nosso encontro gravado no Canal da CARE do Youtube sobre reeducação alimentar, que reúne especialistas em saúde mental, nutrição e comportamento. O conteúdo foi preparado para informar, sensibilizar e cuidar.
Acesse também o editorial Minha Saúde da CARE Global Partners para se manter informado sobre temas relevantes. E se você ou alguém que você ama está enfrentando dificuldades com a alimentação e o consumo excessivo de ultraprocessados, saiba que a CARE pode auxiliar na sua jornada de qualidade de vida.